UP! Altas Aventuras site oficial
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Em exibição nesta segunda e quarta-feira no Alício
Sinopse e detalhes
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
O Diretor de Terra Vermelha fala ao PIBID FILMATURA sobre o filme
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| Foto divulgação |
O diretor italiano Marco Bechis concedeu uma breve entrevista ao PIBID LETRAS FILMATURA sobre algumas impressões com relação do filme Terra Vermelha. Confira!
P.F. - O que o surpreendeu durante seu contato com os
indígenas de Dourados e de Panambizinho? Existia algum conceito formado que não
se confirmou?
M.B. - Acho que todos os preconceitos eu aprendi a
deixá-los para trás, a coisa mais importante que eu aprendi com os kaiowas é
que sempre pensei que depois de uma experiência como aquela, eu incluiria na
minha família os amigos kaiowas. Mas o que realmente aconteceu foi que eu
passei a fazer parte da família deles. Isso não é a mesma coisa.
P.F. - O que o surpreendeu durante seu contato com os indígenas
de Dourados e de Panambizinho? Existia algum conceito formado que não se
confirmou?
M.B.- O preconceito de que eles estão
"desaculturados" porque usam roupa ocidental, ingerem bebida
alcoólica e porque assistem TV, foi imediatamente substituído pela convicção de
que eles podem fazer as mesmas coisas que nós fazemos (se vestir com cores,
jeans, tênis, usar bebida alcoólica etc.). Isso não muda o que realmente são.
Eles tem uma cultura milenar que nós não temos, e por esse motivo eles querem
voltar para suas terras, mesmo se elas não tenham mais árvores. O Ambrósio
(ator que representa Nádio no filme) expressou muito bem isso quando me disse:
"mesmo pelada (sem árvores) eu quero minha terra."
P.F. - Como foi a escrita do roteiro junto com Luiz
Bolognesi? O curso das filmagens e o contato com os indígenas alteraram o
roteiro?
M.B. - O contato com os atores indígenas e as suas
comunidades fez o roteiro mudar todos os dias. Isso deu mais trabalho para Luiz
Bolognesi, que escrevia em um computador sentado numa cadeira no meio do mato.
P.F. - A região guarani-kaiowá foi estudada por
antropólogos no período que antecedeu ao filme, alguns contratados por você ou
por sua equipe. Quais as perguntas que orientaram as pesquisas de campo desses
profissionais?
M.B. - Eu estive mais interessado na complexa cosmogonia
guarani do que nos problemas sociais que os preocupavam. Não me detive na
análise ao estilo da sociologia ou da antropologia clássica de análise dessa
cultura. Queria saber o que eles enxergam no outro mundo. Como se relacionavam
com o anguê e os espíritos.
P.F. - O trabalho de atuação dos índios terminou por ser
peça chave no contexto da obra. Qual a principal dificuldade desses
índios-atores para filmarem?
M.B. - A única dificuldade apareceu depois das filmagens,
a tristeza de ver que nenhuma outra produção brasileira voltou a
trabalhar com aqueles atores que coloco entre os melhores do Brasil.
Eles não são indígenas atuando. São atores. Estudaram
comigo e com Luiz Mario (o preparador), por seis meses, viram filmes comigo e
discutiram cinema, por isso eu acho curioso que ninguém os tenha convidado
novamente para um set de filmagem.
Terra Vermelha foi filmado no ano de 2007 na região de Dourados, indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza e
exibido na abertura da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o
filme conta com a co-produção brasileira da Gullane Filmes e com nomes famosos como Leonardo Medeiros , Matheus Nachtergaele, os italianos Claudio Santamaria e Chiara Caselli, além dos atores indígenas Alicélia Cabreira, Ambrósio Vilhalva, Abrisio Pedroso, Ademilson Verga e Eliana Juca da Silva.
O Filme será exibido neste sábado, dia 24 de novembro, na Unidade I da UFGD, antigo CEUD as 17 horas para o público vestibulando, já que cairá no vestibular 2013 da UFGD.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
TV Morena no Rosa Câmara!!
| Alunos da escola Rosa Câmara e o professor Jesaías do Carmo durante a gravação da reportagem |
Os alunos que participam do subprojeto PIBID FILMATURA tiveram uma surpresa hoje com a presença da equipe de reportagem do MS TV. O objetivo da reportagem é mostrar como funciona o projeto e a maneira que estamos levando o cinema para dentro da sala de aula como alternativa de ensino e formação do olhar crítico do aluno, além da produção de textos através das exibições e discussões sobre as obras cinematográficas e a literatura envolvendo o cotidiano do aluno e desenvolvendo o gosto pela leitura e escrita.
| Prof. Dr. Paulo Custódio de Oliveira, coordenador do subprojeto |
| A Pibidiana Cristiane Braucks concedendo entrevista |
O MS TV vai ao ar amanhã, 23 de novembro, ao meio dia, pela TV Morena.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A garota da capa vermelha no Rosa Câmara. Dias 22 e 23 de novembro.
| Elenco: Amanda Seyfried, Lukas Haas, Gary Oldman, Billy Burke, Virginia Madsen, Julie Christie, Michael Shanks, Shiloh Fernandez. |
| Direção: Catherine Hardwicke |
| Gênero: Suspense |
| Duração: 100 min. |
| Distribuidora: Paris Filmes |
| Estreia: 21 de Abril de 2011 |
| Sinopse: Em 'A Garota da Capa Vermelha', Amanda Seyfried é Valerie, uma bela garota ligada a dois homens. Está apaixonada pelo melancólico forasteiro Peter, porém seus pais a prometeram em casamento ao rico Henry. Inconformados com a situação, Valerie e Peter planejam fugir, até que tomam conhecimento de que a irmã mais velha de Valerie foi morta pelo lobisomem que vaga pela escura floresta que rodeia o vilarejo onde moram. Ao longo de anos, as pessoas mantiveram uma difícil trégua com a fera, oferecendo-lhe mensalmente um animal em sacrifício. Mas sob uma lua cor de sangue, o lobisomem desrespeita o acordo, tirando uma vida humana. Sedenta de vingança, a população recorre a um famoso caçador de lobisomens, o padre Solomon, com a intenção de matar o monstro. Ocorre que a chegada de Solomon provoca conseqüências inesperadas, pois ele alerta que o lobisomem assume forma humana durante o dia, podendo ser qualquer um deles. O número de mortes cresce a cada lua, e Valerie começa a desconfiar que o lobisomem pode ser alguém que ela ama. O pânico toma conta de todos e ela descobre que tem uma ligação singular com o monstro - que os une inexoravelmente, tornando-a ao mesmo tempo suspeita...e isca. |
UP! Altas Aventuras no Alício! Dias 19 e 21 de novembro
Em Up: Altas Aventuras Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos.
- Gênero: Animação
- Filme: Dublado
- Tempo: 96 min.
- Lançamento: 2009
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Filme em exibição: Ponte para Terabítia
Ponte para Terabítia
Fantasia inteligente nas telonas
Marcelo ForlaniÉ comum ouvir adultos julgando a "vida fácil" das crianças. O que estes marmanjos parecem esquecer é que a infância não era assim tão fácil assim. É só lembrar dos pesadelos causados pelos primeiros dias na nova escola, ou do medo dos colegas maiores, do temor de fazer algo estúpido na frente de todo mundo, ou da vergonha de alguém reparar naquela roupa que sua mãe escolheu. Ei, quem nunca passou por isso?
Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia, 2007) chega para nos lembrar dessas dificuldades, fazendo um filme sobre e para as crianças que não é infantil. A história se passa em uma zona rural no interior dos Estados Unidos. Jess é o único filho no meio de outras quatro irmãs, duas mais velhas e duas caçulas. É ele quem assume as responsabilidades dos trabalhos pesados e manuais quando seu pai não está em casa - uma grande constante. Suas únicas diversões são desenhar no seu caderno e treinar para se tornar o mais rápido da escola.
No primeiro dia de aula tem uma corrida. É a chance de se vingar daquele moleque que não pára de atormentá-lo. Vento no rosto. Concorrentes comendo poeira. Enfim a glória? Não. A novata que acabou de se mudar - sim, uma menina - vem por fora e vence todo o seu esforço com um maldito sorriso no rosto. Passa por ele como se estivesse flutuando. Vencido por uma menina! Qual o garoto que não se sentiria humilhado? Mas Leslie não fez por mal. Ela só estava tentando se enturmar.
O pior, no longo caminho para casa, naqueles ônibus escolares americanos que remontam à toda a fauna escolar, a tal menina está lá, para lembrá-lo da derrota. Ela é sua nova vizinha. Seus pais são escritores e se mudaram para o interior em busca de novos ares. Leslie fica sozinha, mas jamais solitária. Sua imaginação é ainda mais rápida que seus pés e em pouco tempo ela mostra a Jess um novo mundo, em que sonhar é deixar para trás os problemas da vida real. Juntos eles criam Terabítia, um reino que foi destruído pelo Senhor das Sombras e que eles deverão reconstruir mesmo contra a vontade de trols e águias peludas.
De Nárnia para Terabítia
A história foi escrita por Katherine Paterson em 1976, para ajudar seu filho mais novo, David, a enfrentar um enorme trauma em sua vida. Funcionou tão bem que o próprio David Paterson ajudou a escrever o roteiro e a produzir o filme ao lado de Lauren Levine, que levou o projeto para a Walden Media. Melhor lugar não havia, já que o estúdio é o mesmo que adapta para as telonas as Crônicas de Nárnia, inspiração confessa da autora. No livro, Leslie empresta seus livros sobre Nárnia para Jess, para que ele aprendesse como funcionava um reino mágico e como um rei deveria se comportar.
Veja bem: inspiração! Ponte para Terabítia, o filme, pelo menos, tem pouquíssimo em comum com a história de C.S. Lewis. Na história dos Paterson, a passagem para este reino encantado não é uma total fuga da realidade. O fantástico e o real estão o tempo todo se esbarrando. Os sonhos não são longos e sem fim, mas bastante intensos enquanto duram. Entre uma viagem e outra a Terabítia, Jess e Leslie têm de voltar para casa, para suas vidas, para os problemas do dia-a-dia.
A adaptação foi comandada por Gabor Csupo, que depois de criar, escrever e produzir diversas animações (incluindo aí Rugrats - Os Anjinhos) estréia no cinema live-action. O húngaro entendeu o espírito do livro e conseguiu criar um filme que não banaliza a experiência das crianças. A ponte que ele constrói não leva apenas para Terabítia, mas para um lugar maravilhoso, onde elas não são pequenos seres não-pensantes e sem sentimentos.

Fonte:http://omelete.uol.com.br/cinema/ponte-para-terabitia/
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